Busca com IA (bibliotecária)
Descreva sua pesquisa em português; a IA monta um plano de buscas que você revisa antes de executar.
O problema que ela resolve
Buscar bem numa base acadêmica é uma habilidade técnica: saber que o termo em inglês rende dez vezes mais, que "governança de recursos comuns" precisa virar commons governance, que teses brasileiras só estão na BDTD, que o recorte 2015–2026 exclui o clássico de 1990 que fundou o campo.
A busca com IA transfere esse trabalho para uma bibliotecária artificial. Você descreve sua pesquisa em português corrente; ela devolve um plano de buscas — várias consultas complementares, cada uma com seus termos, bases e filtros, e a justificativa de por que existe.
Como funciona, passo a passo
- Em Pesquisa, troque o modo para Busca com IA.
- Responda à pergunta "O que você está pesquisando?" com o máximo de contexto: tema, recorte, disciplina, o que já leu.
- A bibliotecária faz até três perguntas curtas para fechar o escopo — tipicamente recorte temporal, idiomas e regiões, tipo de obra e autores-chave que você já conhece. Se sua primeira mensagem já for detalhada o bastante, ela pula direto para o plano.
- Ela apresenta o plano de buscas: de 3 a 8 consultas, cada uma com termo, bases escolhidas, filtros e a razão de ser.
- Você revisa e edita o plano antes de qualquer coisa ser executada.
- Executa. Os resultados chegam agrupados, prontos para importar como em qualquer busca.
O plano é uma proposta, não uma ordem
Esta é a parte que mais importa. A tela de revisão deixa você:
- editar o termo de qualquer consulta (mínimo de 3 caracteres);
- trocar as bases marcadas para aquela consulta específica;
- ajustar o intervalo de anos e o tipo de obra;
- remover consultas que não fazem sentido;
- acrescentar uma consulta sua, do zero — ela aparece marcada como Adicionada manualmente.
Quais bases a IA pode escolher
A bibliotecária escolhe entre OpenAlex, CrossRef, Semantic Scholar, PubMed, arXiv, Europe PMC, DataCite e BDTD, combinando-as por consulta. A instrução que ela recebe trata a BDTD como imprescindível sempre que o recorte envolve o Brasil.
Você não fica limitado a essa lista na revisão: pode marcar qualquer base disponível na busca manual, incluindo DOAJ e OpenAIRE.
Custo e limites
- Cada mensagem trocada com a bibliotecária custa 1 crédito. É a ação mais barata da IARA — uma conversa inteira de planejamento sai por menos que uma única avaliação de texto.
- Limite de 20 mensagens por minuto.
- Executar o plano e importar os resultados não custa créditos.
O que ela não faz
- Não inventa referências. Ela planeja consultas; quem devolve os títulos são as bases. Nenhum resultado sai da imaginação do modelo.
- Não executa nada sozinha. Nenhuma busca roda antes de você aprovar o plano.
- Não substitui a revisão sistemática. Se o seu método exige protocolo registrado, string de busca reproduzível e relato PRISMA, use este recurso para explorar o campo — mas documente e execute a busca definitiva pelo protocolo que você registrou.
Veja também
- Busca em bases acadêmicas — Buscar em dez bases internacionais e brasileiras ao mesmo tempo, filtrar e importar resultados.
- Biblioteca de referências — Cadastrar, importar, organizar em pastas, marcar com tags, avaliar e anexar arquivos às suas referências.
- Planos, créditos e cobrança — Como funcionam os créditos, o que cada ação consome, os limites de uso e a gestão da assinatura.